dezembro 01

Novo portfólio

Olá, pessoal!

Primeiramente, me desculpem o atraso na publicação dos resultados diários, mas eu queria escrever esse post antes divulgar informações sobre a nova configuração das carteiras do Top Hedger que irão fazer parte da operação daqui para frente.

Em agosto, quando decidi incorporar o TH nos meus investimentos, haviam poucas opções de carteiras do tipo S (que utilizam stops financeiros coletivos) disponíveis. Estavam disponíveis apenas as classificadas hoje como tipo M1. Assim, naquele momento, escolhi utilizar uma das opções que tinha apenas um stop gain configurado e, ao mesmo tempo, utilizar os mesmos sinais em uma carteira N (normal, apenas com os stops individuais em cada layout), para observar as diferenças na operação de cada uma.

A escolha do volume se deu como eu normalmente faço, tendo como referência o Máximo DrawDown Histórico (MDH) de cada simulação. Assim, considerando como capital investido 75k em cada carteira, comecei a operar a carteira S com 44 minicontratos em cada sinal enquanto a carteira N operou com 12. A seguir os links das carteiras operadas:

Carteira N – TH (antiga)

Carteira S – TH SGC2156 (antiga)

Essa escolha acabou concentrando as operações nos mesmos sinais e layouts, contribuindo para um perfil de oscilação mais volátil e de grande amplitude, principalmente em dias negativos, visto que o stop gain coletivo travava a maior parte dos contratos operados em um ganho relativamente pequeno, mas não atuava quando o mercado ia no sentido contrário das posições. Esse perfil, associado ao período bem ruim para quase todos os robôs que se iniciou em março e ainda persiste até hoje, causou dias de grandes perdas e, no final de novembro, o prejuízo acumulado nas duas carteiras atingiu o meu limite operacional, ensejando a interrupção da operação dessas carteiras (na verdade, a carteira S literalmente quebrou no período).

Repetindo o que disse no post anterior, acredito que nenhum lógica, sinal ou carteira irá funcionar bem para todo o sempre. Também, algumas das escolhas que temos que fazer nem sempre se mostrarão acertadas, afinal, é um mercado extremamente difícil. Estar preparado para suportar esses desvios e “erros” deve ser um objetivo constante para quem quer continuar operando por muito tempo.

Dito isso, a ideia de um controle sobre o resultado total da carteira, testado no tempo, ainda me parece muito interessante e promissora, teoricamente falando. Como estamos lidando com ferramentas recentes, diversas novas configurações e opções de carteiras S foram disponibilizadas desde agosto. Na realidade, ainda não estou pronto para desistir dessa nova possibilidade de operação. Mesmo sabendo que ainda estamos no início, que ainda há muito a desenvolver e melhorar, que isso aumenta um pouco o risco, minha decisão foi fazer uma nova tentativa, porém com uma configuração diferente.

A primeira definição foi que só seriam operadas carteiras que tivessem não apenas um stop gain coletivo, mas também um stop loss, evitando que a relação em dias de perda e ganho fossem muito altas. A segunda definição foi que o capital investido, os mesmos 150k total, seria diversificado em um portfólio de 5 carteiras diferentes, já que esse é o número máximo de slots para configuração de carteiras disponível hoje na Tela OA. Por último, eu tentaria encontrar carteiras que fossem significativamente diferentes entre si, para realmente implementar a diversificação.

Depois de analisar as carteiras disponíveis, selecionei as do tipo M4, M7, M8, M11 e M15. Honestamente, não tenho como descrever aqui um passo-a-passo dos critérios utilizados para a escolha, dado que várias decisões foram tomadas por minha preferencia, ou depois de ver tantos números que não conseguia mais rastrear todo o caminho lógico. O importante é que cheguei a um conjunto que me deixa confortável operar, mas que definitivamente não posso dizer que é o melhor, inclusive novas carteiras já foram disponibilizadas depois da minha escolha.

Após ajustar as carteiras para operar com risco desejado, ou seja, com o MDH desejado, foi possível visualizar o que teria sido a operação dessas carteiras desde julho de 2015. Lembrando que todas as análises contabilizam apenas o resultado diário e as perdas eventuais (excluindo custos fixos, corretagem e aluguel do robô).

 

Carteiras S - Resultado Mensal.jpg

 

No gráfico acima, que mostra o resultado mensal de cada carteira e a soma todas, é possível verificar que, pelo menos no histórico, a carteira é bastante resiliente. Mesmo nos recentes meses ruins de setembro, outubro e novembro a performance combinada não é tão ruim. É claro que a expectativa real precisa ser um pouco abaixo da que está no gráfico, visto que ainda há uma oscilação grande nos valores de saída teórico comparado com o real, mas o comportamento geral da carteira me parece satisfatório.

 

Carteiras S - DD Diario2

 

No gráfico do drawdown, analisando as áreas de cada carteira, podemos observar que elas se alternam ao longo do tempo. Além disso, conforme a linha laranja, o MDH combinado do portfólio ficou em torno de 35k, um bom valor considerando que as carteiras foram ajustadas para ter um MDH entre 10 e 20k cada uma.

 

Carteiras S - Acumulado.jpg

 

O gráfico do resultado mensal acumulado mostra o enorme potencial histórico dessa carteira. Mostra, inclusive, que são raros os meses em que há um fechamento negativo do resultado combinado. Mais uma vez cabe ressaltar que eu espero obter resultados reais abaixo dessas curvas teóricas. Ainda tenho muito pouca informação de execução real, mas sendo conservador, acredito que um ajuste entre 10 e 15% do valor nominal do stop gain, em cada ocorrência, seja um bom fator de segurança. Se a carteira for robusta mesmo com um ajuste desse tamanho é um excelente sinal.

Uma última informação que quero mostrar para vocês são os coeficientes de correlação, um a um, entre os tipos de carteiras S que selecionei. Em resumo, os coeficientes são números entre -1 e 1, onde o valor -1 indica uma total correlação linear inversa, 1 indica uma total correlação linear direta, e o valor 0 indica que não há correlação linear entre a sequencia de resultados mensais das carteiras:

Carteiras S - Correl2.jpg

Podemos verificar na tabela dos coeficientes de correlação que temos um valor relativamente alto apenas no par M4-M8. Em geral, os valores são baixos. Cabe ressaltar que, para termos uma diversificação mais eficiente, o ideal seria que o coeficiente de correlação entre as carteiras fosse zero, ou seja, sem relação linear alguma. Obviamente existem métodos matemáticos mais precisos e robustos para estudar correlação de séries temporais, mas para uma análise rápida acredito que as informações da tabela são suficientes.

Para quem ainda não conhece a nova estrutura de organização das carteiras S no site Trader Gráfico, para facilitar a combinação de carteiras, há um esforço em disponibiliza-las em versões mínimas (menor número de contratos possível, mantendo as proporções), sem custos fixos. Assim, os parâmetros de operação, como número de contratos, stop gain, stop loss, investimento inicial, retorno obtido, etc, podem ser escalados para volumes maiores apenas multiplicando por um número inteiro. Por isso, para facilitar a identificação das carteiras, usaremos seu tipo (M1, M5, … Mx). O múltiplo só será necessário quando nos importarmos com valores absolutos.

As carteiras não foram balanceadas exatamente de forma igual, mas levando em consideração a ideia de portfólio. Por exemplo, fui mais conservador com relação ao MDH das carteiras que tem menos histórico e um pouco mais agressivo no volume das carteiras com histórico mais longo. Também escolhi carteiras com rendimento “inferior” a outras, baseado na diversificação dos sinais que as compunham. Não posso dizer se há certo ou errado nesse ponto. Acho que cada investidor precisa olhar os dados e operar na faixa que se sente confortável, dado o seu capital, tolerância a risco e experiência.

Seguem, então, as carteiras e os valores a serem utilizados na operação a parir de 01/12/2017:

Carteiras S - Sumario

Por fim, o resultado das carteiras serão apresentados de forma individualizada, mas contabilizadas em conjunto para efeito de rentabilidade, baseado no investimento total de 150k, ressaltando mais uma vez a ideia de portfólio.

Um abraço!